| Fórum público "Abrindo a Cabeça" |
| Reportagem por Amanda Salles, Thais Barcellos e Rebeca Gehren | |||
| Sáb, 16 de Junho de 2012 21:43 | |||
![]() ![]() ![]() Novas ideias pela educação. No dia 13 de junho, alunos de Publicidade e Propaganda da ECO organizaram o evento.
Criar ideias para fazer uma mobilização diferenciada por um único motivo: a educação. Na última quarta-feira, dia 13 de junho, alunos de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação da UFRJ organizaram um Fórum público, o Abrindo a Cabeça, para debater o assunto. A reunião, também comandada pela professora Mônica Machado, da disciplina de Planejamento de Campanhas, aconteceu no meio do campus e contou com a presença não só de alunos de Comunicação, mas também de outras faculdades que aos poucos foram se juntando à roda.
A greve não é um assunto novo para quem estuda na UFRJ. Os ex-alunos da ECO-UFRJ Bruno e Miguel Papi foram convidados para mostrar de que forma esses movimentos vem acontecendo durante os anos na universidade.
Bruno contou que sofreu com constantes greves, mas que a época era diferente. “Eu entrei em 1998. Na época o governo era de Fernando Henrique e o contexto político era bem diferente. Havia uma falta de perspectiva e o direcionamento dos investimentos era para o capital externo e não para a educação do país.”
Miguel Papi, representante do Centro Acadêmico em uma das greves mais longas que a UFRJ enfrentou, em 2001, acredita que muita coisa mudou graças a todo esse período. Papi disse que os alunos chegaram a ocupar a reitoria da UFRJ para ganhar a atenção de governantes e dos próprios responsáveis na instituição. Para ele, hoje os motivos são diferentes e temos que lutar para a construção de uma universidade federal e da própria educação em novas bases, para evoluir ainda mais do que se evoluiu nos últimos anos.
O Fórum debateu um ponto em comum. Seja a favor ou contra a greve, todos estão do lado da educação. No entanto, fora da universidade e até dentro dela, muitas pessoas não entendem esse sentido maior de união pela causa. Então, de que forma protestos e movimentos podem ser feitos de maneira mais criativa, para chamar atenção do público que está fora das salas de aula e para criar esse sentido de um motivo por todos?
Felipe Altenfelder, representante do Fora do Eixo, uma rede de produção cultural composta por coletivos, marcou presença para contar suas experiências em mobilizações alternativas e deu dicas de como torná-las bem-sucedidas, já que o Fora do Eixo é pioneiro nesse campo. Segundo ele, para que uma mobilização na internet alcance seu objetivo é preciso que haja um equilíbrio entre essa articulação virtual e o espaço fora das redes.
Alunos e professores também contribuíram com suas ideias para que a causa educação chegue aos ouvidos da sociedade e ganhe força. Mônica Machado, por exemplo, acredita que essas formas de mobilização devem mexer com o lúdico, pois esse aspecto atrai o jovem. E dentre as várias ideias apresentadas, como flash mobs, mosaicos em um estádio de futebol, anúncios irônicos para classificados, aulas públicas, algumas prezavam esse aspecto.
No final, seguindo a linha de pensamento do professor Fernando Gerheim, de que uma forma de mobilização não anula a outra, um ponto importante foi levantado: para que a luta pela educação pública seja mais efetiva, as pessoas que já estão engajadas em diferentes grupos devem se juntar. Os presentes, então, deram a ideia da elaboração de um calendário unificado de atos e, talvez, da criação de ações conjuntas.
Além do Fórum presencial, os organizadores do Abrindo a Cabeça criaram uma página no Facebook para que o debate continue.
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